Flávio nega ajuda de Trump e Milei para sair do Brasil e ir aos EUA
Senador mantém em sigilo a rota e a logística da viagem.

Flávio Bolsonaro negou ter recebido apoio de Donald Trump, de Javier Milei ou de qualquer governo para deixar o Brasil e chegar aos Estados Unidos. Ele afirma que manterá em sigilo a forma como saiu do país. “Não houve ajuda de absolutamente ninguém, de nenhum governo”, disse. “Como eu cheguei aqui, levarei isso para o túmulo.”
Segundo o senador, a decisão foi pessoal, tomada após visitar o pai, Jair Bolsonaro, e diante da ordem para entregar os passaportes em investigação por suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz. Ele declarou que esperava ser preso caso permanecesse no Brasil e que, por ora, “precisa seguir em frente” com a vida nos EUA.
A família — o senador, a esposa e duas filhas — cruzou por terra para a Argentina na noite de 27 de outubro e embarcou em Puerto Iguazú em um jato Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, que fez uma parada para abastecimento no Equador antes de pousar em Miami em 28 de outubro. O avião, fretado por cerca de US$ 150.000 de uma empresa argentina, foi contratado por um intermediário, e a decolagem teria atrasado porque os passageiros enfrentaram dificuldades para chegar ao aeroporto.
Há relatos de que um integrante da Casa Branca coordenou o avião que levou o senador a Miami e de que Donald Trump autorizou sua entrada nos EUA. Uma versão alternativa atribui a coordenação do voo a Jason Miller, descrito como assessor de comunicação da Casa Branca. Apesar disso, Flávio afirma que Trump “não tomou lados, o que é a coisa certa a se fazer”, e diz que, no máximo, “pode ter havido torcida, mas nada além disso”. Aliados esperavam um encontro com Trump em um evento conservador em Mar-a-Lago, embora houvesse indicação de que a reunião não ocorreria.
A chancelaria argentina negou qualquer colaboração oficial, e Caputo também negou ter tido papel na operação.
Flávio, a esposa e as duas filhas receberam autorização para permanecer nos EUA por pelo menos um ano sob status migratório humanitário. O senador diz que a estadia é temporária, que pretende disputar novas eleições no Brasil e que pode contestar judicialmente o resultado, embora admita poucas chances de êxito.
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