Alcolumbre acelera negociação por apoio para seguir na presidência do Senado
Oferece estrutura a novatos e mira nomeações em agências, ministérios e estatais.

Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) disparou articulações para permanecer no comando do Senado na eleição interna marcada para 1º de fevereiro de 2027. O movimento envolve promessas a colegas, inclusive recém-eleitos, e conversas sobre espaços no Executivo e em órgãos reguladores para consolidar votos.
Entre os atrativos oferecidos a novatos estão estrutura de trabalho nos gabinetes, vagas no estacionamento e influência sobre a destinação de emendas, num contexto em que o Orçamento que antecede a posse dos novos senadores será fechado antes de eles assumirem. A antecipação dessas tratativas busca amarrar apoios ainda na transição de legislaturas.
Aliado a partidos do Centrão, Alcolumbre mapeia postos no governo federal e mira 18 diretorias de agências reguladoras. Parte dessas cadeiras está vaga há meses por impasses com o Executivo e retenção de indicações à espera de apreciação pelo Senado.
Além das agências, ministérios e estatais — como o Banco do Brasil — aparecem na lista de interesse de aliados alinhados à sua recondução. A composição ventilada inclui distribuição de cargos e alinhamento de agendas no Congresso.
Na relação com o Judiciário, ele sinaliza manter a prática de não pautar no plenário solicitações de responsabilização contra ministros do STF, ponto que o coloca em choque com a ala que defende esses processos. O PL formalizou em 4 de novembro o apoio a Rogério Marinho (RN) para a presidência do Senado e prepara uma oposição robusta, projetando bancada de 29. Tereza Cristina (PP-MS) também é citada como possível candidata.
Para sustentar influência, Alcolumbre credita capital político à atuação em votações como o fim da escala 6x1 e a aprovação da PEC da Segurança Pública. Também é atribuída a ele a entrega da relatoria da LDO ao senador Eduardo Gomes (PL-TO), gesto lido como tentativa de reduzir a tensão com a bancada que cobra punições ao STF.
A permanência de Alcolumbre interessa ao governo Lula, ao Centrão e a ministros do Supremo, em especial Alexandre de Moraes. Circula ainda a hipótese de um entendimento político que encurtaria apurações sobre o Banco Master e desvios no INSS.
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