Tereza Cristina quer tratar da disputa no Senado em visita a Bolsonaro
Senadora Tereza Cristina que levar a Bolsonaro sua avaliação sobre a disputa pela presidência do Senado.

Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que pretende levar a Jair Bolsonaro, em eventual visita durante a prisão domiciliar do ex-presidente em Brasília, sua avaliação sobre a disputa pela presidência do Senado. No mesmo dia, a defesa de Bolsonaro protocolou no STF pedido para autorizar que ela e Rogério Marinho (PL-RN) sejam recebidos na residência. A movimentação ocorre em meio à tentativa de unir a oposição na corrida contra Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição com apoio do governo.
Em jantar da Câmara de Comércio França-Brasil, no hotel Rosewood, em São Paulo, na quinta (5), Tereza disse ver a ida como chance de expor o cenário ao ex-presidente. “Olha, eu sou amiga do presidente Bolsonaro, fui ministra dele. Eu já tinha pedido algumas vezes para visitá-lo e, agora, ele pedindo e acatando aquele meu pedido anterior, eu acho ótimo. Mas vamos poder conversar, explicar para ele o que está acontecendo, enfim, a minha visão do que é hoje a nossa missão nessa eleição do Senado, a minha e de Rogério Marinho”.
Ela reiterou que busca alinhamento com Marinho para evitar divisão do campo oposicionista e disse que a definição sobre quem será o nome único deve ocorrer mais perto da votação. “Ele disse, no lançamento da candidatura dele: ‘Eu não enfrentarei a Tereza’. E eu vou dizer aqui: eu não enfrentarei o Rogério Marinho. Um de nós dois, lá na frente, nós temos que sentar com maturidade, responsabilidade que nós temos pelas pautas em que acreditamos, para não deixar o Senado apequenado, para que a gente possa pensar mais no Brasil”. Marinho também reforçou: “Continuamos a conversar. Estamos discutindo um acordo entre nós, mas não seremos candidatos um contra o outro”.
A senadora mantém seu nome na disputa. “A minha candidatura está mantida e a dele também. Vamos ver mais para frente. Temos pouco menos de 90 dias para isso. E eu quero ser a primeira mulher presidente do Senado”. O PL anunciou a candidatura de Rogério Marinho nesta semana; há relatos que situam o ato na terça (3) e outros na quarta (4). Em carta divulgada na semana anterior, Flávio Bolsonaro chamou Marinho de “meu candidato à presidência do Senado”, e há também relato que atribui o lançamento do nome a uma transmissão ao vivo feita por ele nos Estados Unidos.
A escolha do comando do Senado ocorre em 1º de fevereiro de 2027, por voto secreto dos 81 senadores; são necessários ao menos 41 votos. A legenda de Marinho terá 29 cadeiras na próxima legislatura.
De acordo com os pedidos levados ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, as visitas de Tereza Cristina e Rogério Marinho deveriam ocorrer preferencialmente às terças, quartas ou quintas, em cronograma a ser definido pelo magistrado. As regras da prisão domiciliar impõem janelas de dia e horário, retenção de eletrônicos e impedem encontros com finalidade político-eleitoral, salvo autorização específica.
Relatos apontam que, mesmo sob medidas determinadas por Moraes, Bolsonaro segue referência para parlamentares da direita e pode influenciar as negociações internas no Senado.
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