Supremo e Senado

Defesa de Bolsonaro solicita a Moraes encontros com Marinho e Tereza Cristina

Pedidos foram protocolados nesta quinta (5) em meio à disputa pelo comando do Senado em 2027.

Redação MaxNewsletter

A defesa de Jair Bolsonaro protocolou, na quinta-feira (5), pedido ao ministro Alexandre de Moraes para que o ex-presidente possa receber em casa os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS). O agendamento sugerido prioriza terças, quartas e quintas-feiras. O requerimento é apresentado no momento em que a direita tenta consolidar uma candidatura ao comando do Senado em 2027.

No documento, os advogados registram que as datas sejam definidas pela relatoria e que os encontros sigam as regras vigentes. “Para tanto, requer-se que as visitas sejam realizadas em datas a serem designadas por essa Relatoria [Alexandre de Moraes], preferencialmente às terças, quartas ou quintas-feiras, observadas as condições de ingresso, fiscalização e segurança vigentes”, diz o texto.

Antes, já havia sido feita solicitação para que Marinho fosse recebido entre 3 e 5 de novembro. O novo movimento inclui Tereza Cristina e também pede autorização para visita de Bruno Scheid (PL), senador eleito por Rondônia. Não está claro se o pedido que envolve Scheid foi protocolado no mesmo documento. Bolsonaro está em prisão domiciliar e, por estar sob supervisão do STF, visitas fora da lista previamente autorizada dependem de aval específico do relator, que pode impor condições.

A escolha para a chefia do Senado está agendada para 1º de fevereiro de 2027. Davi Alcolumbre (União-AP) trabalha pela reeleição com apoio de aliados do governo. O PL lançou Rogério Marinho como candidato em 4 de outubro, enquanto Tereza Cristina mantém a pré-candidatura; ambos afirmam que buscarão convergir para um único nome “no momento oportuno”. Tereza diz que “não há divisão”.

O PL projeta contar com 29 senadores na próxima legislatura e busca alianças com o Novo, que teria 3 senadores, e outras siglas de centro-direita. O quórum para vencer é de 41 votos em 81. Em defesa da unidade, Caroline de Toni afirmou: “Se a direita não se unir, deixar de lado as vaidades pessoais nesse momento grave da nossa história, nós não ficaremos aqui pra contar história”. Em carta divulgada na semana anterior ao pedido, Flávio Bolsonaro chamou Marinho de “meu candidato à presidência do Senado”.

No pano de fundo jurídico, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março de 2026. Alexandre de Moraes é relator de inquéritos que atingem o ex-presidente, ponto de atrito com a direita no Senado.

Sobre as regras do regime domiciliar, Moraes colocou restrições de dias e horários fixos para visitas, retenção de eletrônicos e vedações a encontros com finalidade político-eleitoral.

Receba a MaxNewsletter

As notícias de política do dia, direto no seu e-mail. De graça.

Compartilhe esta matéria

Outras matérias