Supremo

Lula deve indicar nome ao STF após voltar de viagem à Turquia e Filipinas

Presidente deve usar a agenda externa para costurar apoio no Senado; Alcolumbre foi convidado.

Redação MaxNewsletter

Lula pretende definir e anunciar a indicação para a vaga aberta no STF após retornar da viagem oficial à Turquia e às Filipinas. O período fora do país será usado para negociações com o Senado a fim de viabilizar a tramitação da escolha, após a rejeição do nome de Jorge Messias.

A comitiva tem retorno previsto para 16 de novembro. A agenda internacional cita compromissos na Turquia em 11 e 12/11 e nas Filipinas em 14 e 15/11; há relatos que mencionam embarque já na segunda-feira, 9/11.

Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e Hugo Motta, presidente da Câmara, foram convidados a integrar a comitiva. O convite foi feito após a reeleição de 25 de outubro.

Aliados avaliam que Lula pretende aproveitar a proximidade com Alcolumbre durante a viagem para buscar um acordo que permita destravar a próxima indicação ao STF. No mesmo pacote, o governo condiciona mudanças na composição ministerial a conversas diretas com os chefes do Congresso e quer atrelar espaços na Esplanada a compromissos formais de apoio. A expectativa é de anúncios sobre reforma ministerial e sobre o indicado ao STF apenas após o retorno ao Brasil.

A rejeição do nome de Jorge Messias, atribuída por aliados à articulação de Alcolumbre, levou o Planalto a reavaliar a estratégia. Há relatos que situam a votação que derrubou Messias em abril; outros, em maio. Lula sinaliza que o revés decorreu da conjuntura política, não do perfil técnico, mas parte do governo vê resistência no Senado a insistir em Messias e sugere alternativas, inclusive nomes do STJ.

Pesa no calendário uma regra regimental do Senado que impede reapresentar, no mesmo ano, tema já rejeitado. Há quem registre a ressalva de que, mesmo se reenviado, o nome não poderia ser discutido em 2026.

No tabuleiro político, aliados de Alcolumbre ponderam que insistir em Messias poderia fortalecer a oposição e complicar a eleição para a presidência do Senado em 1º de fevereiro de 2027.

Na agenda externa, as Filipinas integram a Asean, bloco cuja economia conjunta soma US$ 4 trilhões, pano de fundo para conversas políticas que o Planalto pretende travar na comitiva.

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